Quinta do Escudial, o fim da jornada!

Fecho, até ver, mais uma jornada do DãoGrão a grão, tal galinha picando, vai-se preenchendo o mapa. O objectivo, final, é ficar com as vistas alargadas, se possível fundamentada sobre o que se vai fazendo pelo Dão.
O enfoque, agora, foi o Dão serrano que começou na Quinta da Ponte Pedrinha, passando pela Casa do Monte Aljão.
Em todos os comentários soltos, há uma forte componente pessoal, que não escondo, e de emoção, que não tapo. Nunca usei, nem usarei, palavras de critíco encapotado. É personagemque não me fica bem. Espero, e desejo, ser simplesmente um homem com as suas paixões e os seus ódios. Com as suas ilusões e desilusões. Não esconderei a minha opinião. Ela é o que é e vale o que vale. Sempre que apetecer, largarei, sem qualquer pejo, as bacoradas que apetecer. Tento viver no branco e no preto.
A Quinta do Escudial foi, recentemente, terreno de união, de concertação entre um grupo de pequenos produtores do Dão do sopé da Serra da Estrela *.
Numa tarde e noite, e pela primeira vez, estiveram juntos homens e mulheres que trabalham a terra, que vivem os seus sonhos e fazem os seus vinhos. Tentam fazer o melhor que podem e o melhor que conseguem. Mas sempre com labor, empenho e, porque não, paixão.

Os vinhos apresentados abarcavam diversos estilos. Brancos, tintos e colheitas tardias. Sem barrica, com barrica. Vinha velha, vinha nova. Uns mais rústicos, outros menos rústicos. Uns mais puristas, outros mais progressistas. Vasto leque de opções, acessíveis a preços, na generalidade, inferiores a 15€. Consequência da discrição, do esquecimento a que são votados? Ou apenas players de ligas secundárias, desprovidos de capacidade financeira? Sem apontar o dedo a nenhum, não seria justo, os vinhos presentes se tivessem outra chancela, a gritaria seria maior e os preços bem mais elevados.
Lanço o repto, se me permitem: Aproveitem, agora, o arranqueA corrida começouAs sementes foram largadas ao soloReguem-nas, façam-nas crescer.
Num mundo global e globalizante, com a informação a circular a uma velocidade louca, lutar sozinho é acelerar a morte, a extinção. O tempo da solidão acabou. Criem sinergias, cooperem.
O consumidor, esse bicho estranho, não se compadece com o Síndrome de Colimero. É voraz e não tem paciência.
* – Quinta do Escudial, Quinta da Bica, Quinta da Ponte Pedrinha, Casa da Passarela, Casa do Monte Aljão, Quinta de Nespereira, Quinta do Corujão, Quinta da Tapada do Barro, Adega Cooperativa de Tazem.

 

LER +

Quinta do Escudial (Dão) Vinhas Velhas 2007

Vinho, segundo consta, sem estágio em madeira. A ideia é reflectir a pureza da fruta e elevar a um patamar relevante o local de origem. Olhando para a zona, saltam à vista as imagens da fruta, da pedra, da terra, do vento, da neve, da caruma, do arbusto, da flor rasteira, da carqueja. Sem dúvida, um curioso leque de potenciais sensações olfactivas e gustativas, livres de cosméticos. Resta-nos, somente, meter a laborar as capacidades intrínsecas de cada enófilo e perceber, ou ver, se a ideia primaz foi cumprida ou não!

Franco no trato, descomplicado, sem maçar, sem atordoar-nos com sensações sobrecarregadas, cheias de adornos desnecessários. Alegre, fresco, nada pesado, saudavelmente livre e curiosamente perfumado. Olhando para a colheita anterior, dá ideia que sofreu afinações. Pareceu-me, grosso modo, bem conseguido, cumprindo os desideratos, e talhado para jogar com a comida.

Fonte: http://pingasnocopo.blogspot.pt/2011/01/quinta-do-escudial-dao-vinhas-velhas.html

LER +

Wine Masters Challenge 2010

Duas Medalhas de Prata conquistadas no Concurso Mundial de vinhos do Estoril.

Branco 2009

Tinto Reserva Vinhas Velhas 2007

Fonte: http://winemasterschallenge.co.uk/resultados/resultados2010pt.html

LER +
Pagina 5 of 512345