Quinta do Escudial: Um vinho, uma sopa, uma noite

O dia foi tenso e desesperadamente irritante. A quantidade de gentes menores é escandalosamente grande. São tantos e diversos que tornam quase impossível a defesa.
O remédio santo foi beber uns tragos valentes de vinho e entorpecer o corpo, fazendo-o esquecer o que passou. É simples e eficaz.
A comida, de concepção elementar, serviu para aconchegar o corpo, encher o bandulho. Coisas sem requinte. Comeu-se e bebeu-se. Que diacho! Simplesmente umas sopas, um caldo, uma vianda.
Bebeu-se muito vinho, com o intuito de esvaziar a garrafa. Nem mais, nem menos. Um vinho que pareceu verdadeiramente anacrónico, num jogo entre o clássico e o moderno, entre o velho e o novo. Um vinho quase ao arrepio das modas. Um vinho que quase já não existe.
Post Scriptum: O Vinho foi oferecido pelo Produtor.
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